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"Isso é real ou está apenas acontecendo dentro da minha cabeça?" - segunda versão

  • Foto do escritor: Giovana
    Giovana
  • 21 de mar. de 2024
  • 3 min de leitura

Peguei pra reescrever algumas palavras desse ensaio sem mesmo me lembrar que eu já havia publicado a primeira versão dele por aqui -risos. Mesmo assim decidi publicar uma segunda versão com alguns complementos e analogias diferentes que inclusive poderá facilitar na compreensão do que eu quero transmitir por aqui. Espero que possa ser mais esclarecedor e que não seja tão repetitivo 😅


Que loucura essa que falam por aí que "as coisas são os significados que damos à elas". Se pararmos para refletir, isso torna tudo muito mais simples, mas muito complexo ao mesmo tempo. Imagine só se eu crio na minha vida (talvez sem ter tanta consciência disso) uma forma de ver as coisas tão mais belas do que elas realmente são e então chego na realidade e pá! Noto que pode ser que a vida não seja tão bela ou romântica assim.


Ou imagine se eu tenho uma maneira em ver as coisas um tanto quanto melancólicas. Daí, novamente, os fatos da vida real aparecem em minha frente pra me dizer que estou equivocada em pensar assim por perceber a realidade muito baseada nesse meu modo mais desanimado de ver as coisas. Como é que faz, então? Como irei enxergar as coisas de um jeito diferente, sendo que vivi e dei sentido à minha vida inteira por meio dessas lentes coloridas?


É como se a minha realidade "construída" ao longo dos anos tivesse sido desmascarada. É como se aquela linda história romantizada que eu costumava contar pra mim mesma todos os dias (e que eu inclusive acreditava) fosse uma mentira. Uma mentira tão somente para me livrar da verdade dura da vida. Uma mentira para me proteger das verdades assustadoras que também existem no mundo.


E então estou aqui, vivendo essa sensação (há tampos) que ainda anda muito presente em mim de que originei, dentro da minha mente, diferentes formas de compreender a vida que não correspondem à forma como ela é evidentemente. Por algum tempo me senti como uma fraude por ter julgado tudo o que vivi (e ainda vivo) como algo fantasioso, então?


Pois aqui entra a parte principal dessa história! Um fato que descobri há não muito tempo. A nossa "realidade", concebida por nós, não é um mero enredo que passa a ser uma mentira quando descobrimos a "verdade". Esse é o tempero que damos às nossas vidas, e que, sem esse gosto, a vida possivelmente seria mais difícil de se engolir. Vale ressaltar que, geralmente não andamos por aí "temperando" a vida somente com um gostinho doce, não é mesmo? (escolhi o doce por particularmente ser um gosto que aprecio muito!). Gostamos de salgar, apimentar, azedar, amargar... o que é ótimo!


Contudo, em alguns momentos podemos vir a tornar esse sabor um tanto quanto difícil de ser digerido, afinal, o equilíbrio é muito importante. Podemos vir a adoecer por achar que adoçar demais a vida é a única forma de dar gosto à ela, assim não percebendo que existem inúmeras outras maneiras pra temperar a vida nesta ocasião. Sem contar a diabetes adquirida quando a conta chega! - e eu não estou falando de comida, se você ainda não percebeu!


Descobri que nesses casos, é um alívio poder recorrer a outras formas diferentes de dar sabor à vida. É um alívio poder tirar os óculos coloridos por instantes, para ver as cores do mundo real. Assim a gente aprende que a vida, pode ser que não seja, nem tão doce e nem tão azeda assim!


Pra finalizar esse reescrito, quero colocar essa foto que tirei em um período de mini férias em que a minha mãe veio para Dublin passar uns dias comigo. Foram dias intensos, de muita alegria e reflexão que me proporcionaram lembrar de quando eu era criança. Quando eu era mais nova costumava dizer que "há flores em tudo que eu vejo", além de gostar muito de fotografar flores e jardins. Talvez eu possa ter me afastado um pouco dessa lente florida por precisar encarar a vida como ela é. Foi então que eu percebi que mesmo encarando a realidade como ela é, há flores em tudo o que eu vejo! 🌹


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© 2021 por Giovana Perecin

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